Terça, 28 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

33°

Dólar Americano

Carregando...

-

Terça, 28 Julho 2026

Geral

há 2 anos

A+ A-

Terceirizadas da Suzano em Ribas do Rio Pardo deixam fornecedores no prejuízo

O Projeto Cerrado, da Suzano, maior planta processadora de celulose do mundo, enfrenta uma crise financeira em suas terceirizadas, resultando em um calote de pelo menos R$ 9,2 milhões aos fornecedores de serviços e equipamentos em Ribas do Rio Pardo. As empresas contratadas pela Suzano, responsáveis pela construção da fábrica, deixaram de honrar os pagamentos aos seus fornecedores, culminando em uma série de processos judiciais.

As ações judiciais, iniciadas no fim do ano passado, envolvem principalmente duas empresas terceirizadas: a Enesa S.A. e a VBX Transportes. A Enesa S.A. é processada pela GD Fabricação e Montagem de Equipamentos Industriais Ltda., que reivindica R$ 7 milhões por danos materiais, lucros cessantes e danos morais. Já a VBX Transportes enfrenta uma dívida judicializada de pelo menos R$ 3 milhões, referentes ao aluguel de máquinas, equipamentos e caminhões.

Investigações revelam que a dívida da VBX pode superar os R$ 3 milhões, incluindo débitos não ajuizados com pequenos comerciantes locais, como fornecedores de combustível, alimentação e hospedagem. Apesar de medidas preventivas da Suzano, que no ano passado pagou diretamente os salários dos contratados da VBX, os proprietários de máquinas ainda não receberam.

Processos na comarca de Ribas do Rio Pardo incluem a Locatruck (R$ 132,2 mil), LOB Terraplanagem (R$ 120 mil) e Sérgio Claudemir Papa (R$ 452,4 mil). Além disso, uma empresa mineira busca na Justiça de Minas Gerais o bloqueio de R$ 1,5 milhão da VBX para saldar dívidas.

A GD, contratada para serviços de jateamento e pintura, incluindo pintores alpinistas, também processa a Enesa, Andritz Brasil e Suzano, exigindo R$ 1,357 milhão por danos materiais, R$ 400 mil por danos morais e R$ 5,34 milhões por lucros cessantes, totalizando R$ 7,09 milhões.

A Suzano afirmou cumprir todos os seus compromissos, destacando que não tem visibilidade nem obrigação legal sobre os débitos das terceirizadas. A empresa ressaltou a realização de campanhas para conscientizar os comerciantes locais sobre cuidados em negociações e esclareceu que não autoriza o uso de seu nome para garantir pagamentos.  ( Com inf. da rep. Correio do Estado)

Veja também