A investida russa no nordeste da Ucrânia continua, com avanços significativos desde a semana passada, quando lançaram um ataque surpresa transfronteiriço. Esses avanços representam os ganhos mais marcantes de Moscou desde que as forças ucranianas recapturaram a região de Kharkiv em 2022.
Na terça-feira, ataques russos em Kharkiv deixaram pelo menos 21 civis feridos, incluindo duas meninas de 12 anos e um menino de 8 anos. Mais de 7.500 pessoas foram evacuadas da região, enquanto em Sumy, autoridades ordenaram uma retirada voluntária de várias cidades devido ao aumento dos ataques.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ressaltou a urgência de mais defesas aéreas durante uma reunião em Kiev com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken. O chanceler alemão, Olaf Scholz, também instou os países europeus a fornecerem mais apoio nesse sentido.
Parte da assistência militar dos EUA já está sendo entregue à Ucrânia, após meses de atrasos, informou Blinken. Ele reiterou ainda a intenção dos EUA de usar ativos russos congelados para financiar a reconstrução da Ucrânia, em colaboração com outros países do G7.
Enquanto a atenção está concentrada em Kharkiv, as forças russas continuam a explorar as fraquezas da Ucrânia em outras áreas, especialmente ao longo da linha de frente a oeste da cidade de Donetsk, ocupada pela Rússia.
A rede de energia da Ucrânia está sob pressão devido a uma série de ataques russos à infraestrutura energética do país, resultando em cortes de energia de emergência.
O presidente russo, Vladimir Putin, se encontrará com o líder chinês Xi Jinping na China esta semana, em meio aos esforços para buscar uma resolução para o conflito na Ucrânia.
Os líderes da União Europeia aprovaram um plano que prevê um fluxo regular de pagamentos como parte de um pacote financeiro de até 54 bilhões de dólares para a Ucrânia. Além disso, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que a França enviará mais ajuda militar ao país nos próximos dias e semanas.

