O governo federal está considerando a possibilidade de suspender a dívida do Rio Grande do Sul por dois anos, contanto que o governo local assegure que os recursos serão utilizados na reconstrução do estado.
As condições e o prazo serão definidos durante reuniões agendadas para esta segunda-feira (13). O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estará presente, juntamente com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa. Além disso, está previsto um encontro com o governador Eduardo Leite.
A suspensão da dívida poderá liberar um espaço significativo nos cofres gaúchos, estimado em pelo menos R$ 3,5 bilhões anualmente.
Para viabilizar o acordo, o governo federal também está considerando a suspensão dos juros, a fim de evitar um aumento ainda maior da dívida quando o pagamento for retomado. Outra questão em discussão é a fiscalização do uso dos recursos, garantindo que sejam direcionados para obras e projetos que contribuam para a recuperação do estado.
O Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior proporção entre dívida e receita, sendo a União o seu principal credor. O montante total da dívida gira em torno de R$ 100 bilhões, conforme dados do Tesouro Nacional.

