Com a bacia do Rio Paraguai enfrentando uma seca sem precedentes em Mato Grosso do Sul, a população do estado corre o risco iminente de enfrentar uma crise de abastecimento de água potável. Além dos impactos já sentidos na navegação fluvial, a escassez hídrica crítica pode representar a terceira declaração do país para situação de falta d'água.
A estiagem prolongada e o consequente baixo nível do Rio Paraguai e seus afluentes ameaçam diretamente a captação e distribuição de água em cidades como Corumbá e Porto Murtinho, onde a situação de seca é mais severa. Caso a Agência Nacional das Águas (ANA) decida pela declaração de escassez hídrica crítica na região, a Sanesul, empresa de saneamento estadual, poderá implementar tarifas de contingência para medidas emergenciais.
A primeira reunião da Sala de Crise da Bacia do Alto Paraguai evidenciou a urgência da situação, com a ANA recomendando a declaração de escassez hídrica quantitativa na bacia do Paraguai até outubro deste ano. Esse cenário preocupa não apenas pela potencial falta de água, mas também pelos impactos negativos na economia, no turismo e na saúde ambiental da região.
A Sanesul está monitorando de perto a situação, realizando ações preventivas desde fevereiro, especialmente nas áreas de captação do Rio Paraguai. Até o momento, não há comprometimento no abastecimento de água, mas a empresa permanece em alerta, enquanto incentiva a população a fazer uso racional e consciente dos recursos hídricos.
Enquanto o Pantanal se encaminha para enfrentar a pior seca de sua história, superando até mesmo a seca de 1964, as previsões climáticas indicam um cenário desafiador, com a continuidade da estiagem e altas temperaturas. Diante desse quadro, medidas urgentes e eficazes são necessárias para mitigar os impactos dessa crise ambiental em Mato Grosso do Sul.

