A onda de chuvas intensas que devastou o Rio Grande do Sul nos últimos dias deixou um rastro de destruição e desespero, afetando não apenas a população humana, mas também milhares de animais. Até o momento, mais de sete mil pets, incluindo cães, gatos, além de animais de criação como bois, cavalos, porcos e galinhas, foram resgatados das áreas inundadas.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram cachorros, gatos e até cavalos ilhados devido às enchentes. ONGs de proteção animal também auxiliam nas buscas
As equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Brigada Militar, juntamente com organizações de voluntários, têm trabalhado incessantemente para salvar animais em situações de risco extremo. Carla Sássi, coordenadora do Grupo de Resposta a Animais em Desastre (Grad Brasil), descreveu a situação como crítica, com animais lutando pela sobrevivência em condições adversas.

"A quantidade de animais que encontramos em situações precárias é impressionante. Muitos estão ilhados, alguns na ponta dos telhados ou presos em locais altos tentando escapar das águas", relata Sássi. Ela também destacou a urgência de recursos adicionais, como embarcações motorizadas, para acessar áreas ainda isoladas pelas águas.
As operações de resgate são complexas e desafiadoras, dada a vastidão das áreas afetadas e as condições adversas. Carla também mencionou a necessidade urgente de recursos adicionais, como barcos com motor, para alcançar regiões ainda inacessíveis.
No cenário urbano e rural, a situação é igualmente grave. Em São Sebastião do Caí e Esteio, mais de 300 animais foram salvos e acomodados em abrigos temporários.
A tragédia também atingiu a zona rural, com significativas perdas para os produtores. Em Roca Sales, no Vale do Taquari, um vídeo chocante mostrou dezenas de porcos mortos, vítimas das enchentes que devastaram a região. Relatos de bois e outros animais arrastados pela correnteza complementam o cenário de perdas no setor agropecuário.

