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Maior navio de guerra da América Latina é enviado ao Rio Grande do Sul para missão humanitária

A Marinha do Brasil intensifica esforços de resgate e assistência às vítimas dos temporais no sul, enviando recursos significativos, incluindo aeronaves e embarcações adicionais.

Em uma ação rápida de resposta à calamidade provocada pelos temporais no Rio Grande do Sul, a Marinha do Brasil anunciou o envio do maior navio de guerra da América Latina para a região afetada. O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) 'Atlântico', que serve como capitânia da Esquadra brasileira, zarpará nesta quarta-feira (8) da Base Naval do Rio de Janeiro com destino ao litoral sul-rio-grandense, especificamente para a cidade de Rio Grande.

A embarcação 'Atlântico' está preparada para realizar operações complexas de resgate e assistência, equipada com oito embarcações de médio e pequeno porte e duas unidades móveis de tratamento de água. A principal tarefa da missão será o resgate de vítimas que se encontram ilhadas devido às inundações, além do transporte de suprimentos essenciais para as comunidades mais atingidas.

Além do apoio naval, a Marinha também destinará recursos adicionais, incluindo 40 viaturas e 200 militares especializados em desobstrução de vias e logística, bem como equipes médicas compostas por médicos e enfermeiros prontos para oferecer atendimento de emergência. Três aeronaves serão enviadas ao estado já nesta terça-feira (7), e uma outra embarcação partirá no dia seguinte com doações para os desabrigados e desalojados.

A situação no Rio Grande do Sul é grave: até o momento, foram confirmadas 85 mortes devido aos temporais, com outras quatro sob investigação. Há também 134 pessoas desaparecidas e 339 feridos, conforme os últimos dados da Defesa Civil estadual. Mais de 200 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, das quais cerca de 47,6 mil estão abrigadas e outras 153,8 mil desalojadas, hospedadas por familiares ou amigos.

As autoridades estão especialmente preocupadas com a previsão de mais chuvas para a região, o que pode agravar ainda mais a situação nas áreas já devastadas pelos temporais recentes. O estado permanece em alerta máximo, com monitoramento contínuo dos eventos climáticos através de imagens de satélite.

Em Porto Alegre, a crise é amplificada pelo racionamento de água decretado pelo prefeito Sebastião Melo, após o desligamento temporário de uma das principais estações de tratamento, deixando cerca de 85% da população da capital sem acesso a água potável.

 

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