As chuvas que continuam a castigar o Rio Grande do Sul desde o fim de abril eleva o nível do rio Guaíba, a um recorde histórico de 5,30 metros nesta madrugada de domingo (5), superando a maior cheia anterior de 1941, quando as águas alcançaram 4,76 metros. Essa marca histórica foi registrada pela Prefeitura de Porto Alegre, que vem monitorando de perto o aumento progressivo do nível do lago.
Os efeitos das enchentes são graves, com um total de 66 mortes já confirmadas pela Defesa Civil. Além disso, há 101 pessoas ainda desaparecidas e 155 feridas devido à situação extrema. A Defesa Civil também reporta que cerca de 95,7 mil pessoas foram forçadas a deixar suas residências. Destas, 15,1 mil estão em abrigos temporários, enquanto outras 80,5 mil encontram-se desalojadas, recebendo hospedagem de familiares ou amigos. O impacto das chuvas e inundações é vasto, com danos registrados em 332 dos 496 municípios do estado, afetando diretamente aproximadamente 707,1 mil pessoas.
Em resposta à severidade da crise, o governador Eduardo Leite (PSDB) descreveu o evento como "o maior desastre climático" na história do estado. Em consequência, foi decretado estado de calamidade, uma medida já reconhecida pelo governo federal. Esta declaração permite uma mobilização mais eficiente de recursos e auxílio às áreas mais atingidas, enquanto o estado busca se recuperar da devastação.
A situação ainda pode piorar, com previsões indicando mais chuvas para os próximos dias. As autoridades estão em estado de alerta máximo, executando operações de resgate e oferecendo suporte necessário às vítimas deste desastre sem precedentes. As equipes de emergência continuam trabalhando incansavelmente, e a população é urgida a seguir todas as recomendações e manter a prudência durante este período crítico.

