O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira (3) o adiamento do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), inicialmente previsto para o próximo domingo, em função do estado de calamidade pública decorrente das enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul. A decisão afeta candidatos em todo o país, uma vez que a prova seria realizada simultaneamente em 228 municípios.
A ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação, declarou que "seria impossível realizar a prova no Rio Grande do Sul", e que a extensão do adiamento a todo o Brasil visa garantir a igualdade de condições entre todos os candidatos. A coletiva de imprensa no Palácio do Planalto revelou preocupações iniciais com a segurança e logística da aplicação das provas, considerando a possibilidade de contar com apoio das forças federais, mas essa ideia foi posteriormente descartada em favor da integridade e segurança do processo seletivo.
A nova data para o concurso ainda será definida, dependendo da normalização das condições no estado sulista. Enquanto isso, a segurança das provas, das quais 60% já haviam sido distribuídas aos locais de aplicação, será reforçada. Segundo a ministra Dweck, os documentos serão transferidos para locais seguros certificados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com protocolos de segurança semelhantes aos utilizados no Enem.
A tragédia no Rio Grande do Sul já contabiliza mais de 30 mortos e 74 desaparecidos, com pelo menos 235 cidades atingidas pelas chuvas e mais de 24 mil pessoas desabrigadas. Santa Maria, uma das principais cidades escolhidas pelos candidatos para realização do exame, é uma das mais afetadas, o que justifica ainda mais a necessidade de adiamento.
A decisão de postergar o concurso foi apoiada tanto por candidatos quanto por políticos locais, refletindo a gravidade da situação. O Ministério da Gestão, responsável pela organização do certame, enfrentava pressões crescentes para adiar a realização das provas, culminando nessa decisão coletiva de adiamento por razões de força maior.

