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há 2 anos

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Chuvas intensas no RS já resultam em mortes, desabrigados e destruição em larga escala

A Defesa Civil registra 32,9 mil pessoas desabrigadas e 281 municípios atingidos. O aeroporto e a rodoviária de Porto Alegre estão fechados.

O número de mortos causados pelos intensos temporais que assolam o Rio Grande do Sul subiu para 56, conforme relatório divulgado neste sábado (4) pela Defesa Civil estadual. Além das perdas humanas, o desastre ambiental deixou um rastro de devastação, com 67 pessoas ainda desaparecidas e 74 feridos.

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Os dados apontam que cerca de 32.962 moradores foram forçados a deixar suas casas. Destes, 8.296 encontram-se em abrigos temporários, enquanto 24.666 estão desalojados, buscando refúgio nas residências de familiares ou amigos. Com 281 dos 496 municípios do estado afetados, estima-se que 377.497 pessoas estejam enfrentando as consequências diretas da catástrofe.

Os transtornos se estendem à infraestrutura, com 188 trechos de rodovias bloqueados, complicando ainda mais os esforços de resgate e ajuda. O sistema de energia elétrica também foi severamente atingido, deixando aproximadamente 350 mil unidades consumidoras sem luz, principalmente em regiões alagadas.

O governador Eduardo Leite destacou a gravidade da situação e alertou que o número de vítimas pode aumentar conforme os serviços de emergência alcançam áreas mais isoladas. “Esses números podem mudar ainda substancialmente ao longo dos próximos dias", afirmou Leite.

Em resposta à emergência, o governo federal reconheceu o estado de calamidade e enviou 100 integrantes da Força Nacional, incluindo 60 bombeiros, para auxiliar nas operações de resgate. Equipamentos como caminhonetes, botes e um caminhão também foram disponibilizados para apoiar nas ações de resposta ao desastre.

Meteorologistas apontam que a situação é exacerbada por pelo menos três fenômenos climáticos regionais, intensificados pelas mudanças climáticas. Eles incluem correntes intensas de vento e um corredor de umidade originado da Amazônia. Previsões indicam que as chuvas podem continuar nas próximas 24 horas, com volumes que podem atingir até 400 milímetros, adicionando-se aos mais de 300 milímetros já registrados nos últimos quatro dias.

Nível do Guaíba Ultrapassa 5 Metros

O nível das águas do Guaíba em Porto Alegre alcançou uma nova marca histórica neste sábado (4), chegando a 5,02 metros, apenas horas após ultrapassar o recorde anterior de 1941, quando as águas atingiram 4,76 metros. Esse aumento significativo é consequência dos intensos temporais que têm castigado o Rio Grande do Sul desde o início da semana.

Na sexta-feira (3), à noite, o Guaíba já havia superado a cheia histórica com a marca de 4,77 metros, registrada pela Defesa Civil na estação do Gasômetro. As medições continuaram a escalar durante a madrugada, e o nível da água seguiu aumentando, culminando em 5,02 metros às 8h da manhã de sábado, conforme informações da prefeitura no Cais Mauá.

Este avanço das águas resultou em inundações em diversas áreas centrais de Porto Alegre. A estação rodoviária local foi severamente afetada, com 95% das viagens suspensas devido às enchentes. O Aeroporto Salgado Filho também fechou as portas em resposta ao volume extraordinário de chuvas.

O governador Eduardo Leite classificou o evento como "o maior desastre climático" da história do estado e declarou estado de calamidade, já reconhecido pelo governo federal. Com a continuidade das chuvas fortes e previsões de mais precipitações ao longo do mês, a situação permanece crítica.

A Defesa Civil e as autoridades locais mantêm esforços concentrados no monitoramento das condições e na implementação de medidas emergenciais para minimizar os impactos das enchentes, que já desalojaram milhares de pessoas e causaram significativos danos à infraestrutura urbana da capital gaúcha e de outros municípios do estado.

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