A barragem da Usina Hidrelétrica 14 de Julho, localizada estrategicamente entre os municípios de Cotiporã e Bento Gonçalves na Serra Gaúcha, sofreu um rompimento parcial nesta quinta-feira, dia 2 de maio. A notícia foi confirmada pelo governador do estado, Eduardo Leite (PSDB), que utilizou as redes sociais para comunicar o incidente e as medidas emergenciais que estão sendo tomadas.
O rompimento da ombreira direita da estrutura elevou significativamente o nível de alerta em toda a região, principalmente pelas implicações no aumento do nível do Rio Taquari, que já registra alturas consideradas críticas. A situação atual põe em risco direto várias comunidades próximas, o que demandou uma resposta rápida das autoridades locais e estaduais.
A Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), responsável pela gestão da barragem, juntamente com a Defesa Civil, já havia sido notificada sobre o aumento do risco devido às condições climáticas que se agravam desde o início da semana. Com a confirmação do rompimento, foi ativado o Plano de Ação de Emergência, com sirenes soando na região para alertar a população local sobre a necessidade de evacuação.
Os moradores das áreas mais vulneráveis, incluindo as cidades de Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, e outras, receberam a orientação para deixar suas residências e buscar refúgio em áreas mais elevadas. Abrigos públicos foram rapidamente organizados para receber os deslocados, que, sem alternativa de alojamento seguro, enfrentam a incerteza das próximas horas.
O incidente se insere num contexto mais amplo de crise climática que tem castigado o Rio Grande do Sul com chuvas torrenciais, resultando em 31 mortes até o momento e afetando diretamente mais de 67,8 mil pessoas. Com milhares de desalojados e outros tantos em abrigos emergenciais, a situação é de calamidade pública, oficialmente decretada na noite de quarta-feira
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de uma equipe do governo federal, sublinhou a gravidade da situação e o compromisso em oferecer apoio integral ao estado no enfrentamento da crise e nas subsequentes operações de recuperação e reconstrução.

