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Saúde

há 2 anos

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Greve de servidores afeta Hospitais Universitários e Educação em MS

Os servidores dos Hospitais Universitários de Mato Grosso do Sul deflagraram uma greve nesta quinta-feira (2), após rejeitarem uma proposta de aumento salarial de apenas 2,5% oferecida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O movimento grevista, que não tem previsão de término, surge em um momento crítico para o sistema de saúde da região, já tensionado por um recente decreto de calamidade pública devido ao surto de síndrome respiratória.

A decisão pela greve foi tomada em uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares no Mato Grosso do Sul (Sindserh) na última sexta-feira, após três meses de tentativas frustradas de negociação. Wesley Cassio Goully, presidente do Sindserh-MS, criticou a oferta da Ebserh, destacando sua inadequação diante das demandas reais dos trabalhadores. "O aumento de 2,5% reflete-se em um acréscimo irrisório no auxílio alimentação, que não chega nem a R$15," explicou Goully.

Em resposta à situação de emergência decretada devido ao aumento de casos de síndrome respiratória, os servidores planejam manter um funcionamento parcial nas unidades hospitalares. "Vamos paralisar 50% das atividades na enfermaria e reduzir para 30% o atendimento em áreas críticas como UTI, CTI e emergência," afirmou Goully. Esta medida visa minimizar o impacto sobre os pacientes mais críticos, enquanto pressiona por negociações mais favoráveis.

Além do reajuste salarial, o sindicato exige melhorias nos benefícios como auxílio-creche, e condições adequadas de trabalho, incluindo a disponibilidade constante de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e outros insumos médicos, frequentemente em falta. "Queremos garantir que nossos profissionais tenham condições de oferecer o melhor atendimento possível," disse o presidente do Sindserh-MS.

O movimento grevista dos servidores dos Hospitais Universitários coincide com uma greve dos professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, refletindo um clima de insatisfação generalizada entre os funcionários públicos do setor da educação e saúde no estado.

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