Terça, 28 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

27°

Dólar Americano

Carregando...

-

Terça, 28 Julho 2026

Geral

há 2 anos

A+ A-

Casas Bahia estabelece acordo de recuperação extrajudicial com credores

Renegociação de dívidas estende prazo de amortização para 72 meses

A Casas Bahia anunciou um acordo significativo com seus credores para a recuperação extrajudicial de suas dívidas, que totalizam R$ 4,1 bilhões. A renegociação, que já conta com o apoio de 54,5% dos credores principais, estende o prazo total para amortização das dívidas de 22 para 72 meses, oferecendo também períodos de carência de 24 meses para pagamento de juros e 30 meses para o principal.

Este novo arranjo financeiro abrange a 6ª, 7ª, 8ª e 9ª séries de debêntures da empresa, que antes estavam atreladas ao custo de CDI +2,7%. Com a reestruturação, o custo foi reduzido para CDI + 1,2%. A reorganização da dívida permitirá que a Casas Bahia preserve cerca de R$ 4,3 bilhões em caixa até 2027, crucial para a sustentabilidade do negócio em um período econômico desafiador.

Como parte do acordo, os principais bancos credores, incluindo o Bradesco e o Banco do Brasil, terão a opção de converter 63% dos valores devidos em ações da varejista. Esse aspecto do acordo transforma significativamente o envolvimento dos bancos com a empresa, abrindo a possibilidade de uma maior influência na gestão, embora o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, indique que não espera que os bancos busquem assumir o controle da companhia.

O novo perfil de dívida, segundo Franklin, é um alívio para a companhia, que antes se via pressionada por altos desembolsos anuais para juros, comprometendo a capacidade de geração de caixa livre. "Estávamos numa situação onde trabalhávamos apenas para pagar juros. Com essa negociação, ganhamos flexibilidade para lidar com volatilidades do mercado e aproveitar oportunidades, como a preparação para a Black Friday", afirmou Franklin.

O acordo também redefine as séries de debêntures da Casas Bahia em uma única série, que representará 37% dos débitos de todos os credores, com a primeira grande parcela a ser paga apenas em novembro de 2029. Para os bancos que optarem por se tornar "credores parceiros", manterão as linhas de crédito existentes e terão condições preferenciais para a conversão de dívida em ações, ou para aguardar o pagamento até novembro de 2030.

 

 

 

 

Veja também