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Analistas apontam retrocesso e risco fiscal na PEC que turbina salários de juízes

A PEC do Quinquênio propõe um aumento salarial de 5% a cada cinco anos para as carreiras contempladas, com um limite máximo de 35%.

A recente aprovação da chamada PEC do Quinquênio na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado tem gerado controvérsias entre analistas, com alguns destacando-a como um retrocesso que compromete o equilíbrio fiscal e aumenta a disparidade entre as carreiras públicas. A proposta, que agora segue para votação no plenário, visa a aumentar os salários de juízes, promotores, delegados da Polícia Federal, defensores e advogados públicos.

A PEC do Quinquênio propõe um aumento salarial de 5% a cada cinco anos para as carreiras contempladas, com um limite máximo de 35%. Além disso, permite que a atuação jurídica anterior dos servidores públicos seja contada na contagem de tempo. Originalmente, a proposta abordava apenas juízes e membros do Ministério Público, mas foi ampliada para incluir também defensores públicos, membros da advocacia da União, dos estados e do Distrito Federal, e delegados da Polícia Federal.

Para alguns analistas, como Gustavo Fernandes, professor de administração pública da FGV EAESP, a PEC reflete uma regressão, pois não aborda questões fundamentais como a produtividade e a criação de uma estrutura de carreira com critérios claros de ascensão.

Por outro lado, o juiz federal aposentado Fernando Mendes, defensor da proposta, acredita que ela é essencial para valorizar a carreira da magistratura federal, proporcionando um sentido de progressão e contribuindo para manter juízes federais na função, o que é fundamental para a independência do poder judiciário.

Entretanto, críticos como Vera Monteiro, vice-presidente do conselho diretor do República.org, classificam a PEC como uma aberração, alegando que ela acentua a desigualdade salarial no setor público, algo que já é um problema grave no Brasil.

Nesse contexto, a aprovação da PEC do Quinquênio representa não apenas uma questão salarial, mas também um debate sobre a estruturação das carreiras públicas e a busca por um equilíbrio entre a valorização dos servidores e a responsabilidade fiscal do Estado (Com inf da FolhaPress).

 

 

 

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