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Saúde

há 2 anos

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Vacina experimental contra câncer de pâncreas demonstra eficácia em primeira fase de testes nos EUA

Resultados positivos sugerem potencial para indução de resposta imunológica duradoura em pacientes

Pesquisadores anunciam avanços significativos no desenvolvimento de uma vacina contra o câncer de pâncreas, com resultados encorajadores na primeira fase de testes em seres humanos nos Estados Unidos. Utilizando a tecnologia de mRNA, a mesma empregada nas vacinas contra a Covid-19, a candidata à vacina demonstrou induzir uma resposta imune duradoura em células de defesa, capazes de identificar e atacar o tumor pancreático por até três anos após a imunização.

Os dados do ensaio clínico de fase 1, conduzido no Centro de Câncer Sloan Kettering Memorial em Nova York, foram apresentados durante o encontro anual da Associação Americana para Pesquisa em Câncer, em San Diego, Califórnia. A vacina, desenvolvida pela BioNTech, mesma empresa responsável pela vacina contra a Covid-19, utiliza RNA mensageiro com informações específicas retiradas dos tumores de cada paciente.

Esta abordagem personalizada permite que o sistema imunológico reconheça e ataque as células cancerígenas de forma mais eficaz. Em pacientes com adenocarcinoma do ducto pancreático, um tipo agressivo de câncer de pâncreas, a resposta imune foi bem-sucedida em metade dos casos, enquanto nos demais houve recidiva do câncer em cerca de 13 meses.

Entretanto, os resultados mostraram que a vacinação gerou uma resposta imune robusta em 98% dos casos, indicando uma proteção duradoura contra o câncer. A próxima etapa do estudo, em fase 2, buscará confirmar a eficácia e segurança da vacina em um número maior de pacientes, com foco na redução da reincidência tumoral após a cirurgia.

 

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