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STF decide sobre destino de aposentados que buscaram "revisão da vida toda"

Corte avalia recurso da AGU após derrubar possibilidade de recálculo

O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para a próxima quarta-feira (3) a análise de um recurso do governo referente à chamada "revisão da vida toda", um cálculo que permitia a alguns aposentados aumentar o valor de suas aposentadorias. O julgamento visa resolver questões pendentes após a decisão do STF de derrubar a possibilidade de revisão, tomada duas semanas atrás em outro processo. Apesar disso, ainda há discussões sobre como proceder em relação aos aposentados que já haviam garantido na Justiça o direito ao recálculo.

Na última decisão, a Corte invalidou a revisão da vida toda, revertendo uma posição anterior que a havia validado. Essa mudança é favorável ao governo, que buscava invalidar ou limitar o alcance da revisão, mas representa um revés para aposentados e segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A incerteza sobre o destino dos aposentados que buscaram a revisão persiste, especialmente em relação à devolução de valores eventualmente recebidos a mais. A revisão da vida toda permitia o recálculo do valor da aposentadoria considerando todas as contribuições feitas durante a vida do trabalhador, incluindo as anteriores à adoção do Plano Real, em 1994.

O recurso em análise é da Advocacia-Geral da União (AGU), buscando limitar a revisão da vida toda. Porém, com a decisão do STF contra a revisão, é possível que o objeto do recurso se torne irrelevante. Isso acontece quando o dispositivo ou norma questionado é revogado ou invalidado.

O governo federal tem interesse em evitar a revisão das aposentadorias devido ao impacto financeiro nos cofres públicos. Estima-se que, em um cenário pessimista, o custo poderia chegar a R$ 480 bilhões, embora especialistas acreditem que o valor real seja significativamente menor, em torno de R$ 3 bilhões, considerando o número restrito de aposentados com direito à revisão.

O julgamento no STF também deve abordar questões como o destino das decisões judiciais pendentes e se os aposentados que receberam valores maiores devem devolver esses montantes. Advogados previdenciários destacam a importância de garantir a segurança jurídica e a boa-fé dos segurados que buscaram a revisão na Justiça, especialmente diante das mudanças de entendimento do STF sobre o assunto.

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