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há 2 anos

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Servidores federais pressionam governo por reajuste salarial e condições de trabalho

Movimento envolve 16 categorias e cerca de 50 mil trabalhadores em paralisações e operações-padrão

Nos últimos dias, uma série de categorias do serviço público federal intensificou suas ações em busca de reajustes salariais para o ano de 2024. Cerca de 50 mil servidores aderiram a paralisações ou operações-padrão, pressionando o governo por melhorias nas condições de trabalho e aumento de salários.

Dentre as categorias envolvidas estão técnicos do Banco Central, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), auditores agropecuários e fiscais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esses trabalhadores buscam contornar a resistência do governo em conceder reajustes, especialmente diante da ausência de previsão no Orçamento Geral da União para este ano.

A ministra da Gestão, Esther Dweck, tem adotado uma postura cautelosa em relação às demandas dos servidores, condicionando possíveis aumentos salariais à disponibilidade de recursos provenientes do excedente na arrecadação de impostos federais. Porém, até o momento, não houve avanços significativos nas negociações entre o governo e os servidores.

Em resposta às expectativas dos trabalhadores, o governo propõe um reajuste de 9%, dividido em duas parcelas iguais, para os anos de 2025 e 2026. Para este ano, está prevista apenas uma alta nos benefícios, como auxílio-alimentação e assistência pré-escolar para filhos.

A mobilização dos servidores tem impacto em diversos setores, como o de comércio exterior e planejamento, podendo afetar serviços como licenças de importação e investigações para aplicação de medidas antidumping. Além disso, a lentidão nos trabalhos pode prejudicar a fiscalização ambiental, com queda expressiva no número de autos de infração aplicados por desmatamento ilegal nos primeiros meses de 2024.

Diante desse cenário, o número de servidores em operação-padrão ou indicativo de greve pode aumentar para até 80 mil nas próximas semanas, segundo o Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate).  (Com inf da CNN)

Confira as categorias que já aderiram ao movimento:

Auditores Fiscais Federais Agropecuários, em “operação reestruturação”;
Carreira de Planejamento e Orçamento aderiu à operação-padrão;
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), em operação-padrão;
Banco Central em operação padrão há 8 meses, com possibilidade de greve em abril;
Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em estado de mobilização com indicativo de greve;
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em operação padrão nível 2, com assembleia marcada para o próximo dia 27;
Carreira de Analista de Comércio Exterior planeja início de operação-padrão a partir de 1º de abril;
Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), em mobilização desde dezembro;
Controladoria-Geral da União (CGU), em operação-padrão, entrega de cargos e paralisações semanais;
Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em operação-padrão, entrega de cargos e paralisações semanais;
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio);
Técnico-Administrativos das Instituições Federais de Ensino;
Advogado-Geral da União (AGU);
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN);
Procuradores Autárquicos.
 

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