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Bolsonaro e 16 outras pessoas são indiciados pela PF por falsificação de cartão de vacinação

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e outras 16 pessoas por crimes relacionados à associação criminosa e à inserção de dados falsos em sistemas de informações. Esse desdobramento é resultado de uma investigação iniciada em janeiro, que descobriu a falsificação do cartão de vacinação contra a Covid-19 do ex-presidente.

A investigação teve origem a partir de um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação, no final de 2022. No início de 2024, a Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que o cartão de vacinação apresentado por Bolsonaro era falso.

Segundo os registros atuais do Ministério da Saúde, Bolsonaro teria sido vacinado em 19 de julho de 2021, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Parque Peruche, localizada na zona norte de São Paulo. No entanto, a CGU constatou que Bolsonaro não estava na capital paulista na referida data, e o lote de vacina mencionado no sistema da pasta não estava disponível na UBS onde supostamente teria ocorrido a imunização.

Além de Bolsonaro, outras 16 pessoas foram indiciadas, incluindo o tenente-coronel Mauro Cid e o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ). Cid também enfrenta acusações de uso de documento falso.

O processo agora será encaminhado ao Ministério Público Federal, que decidirá se apresenta ou não denúncia à Justiça.

Até o momento, o advogado de Bolsonaro, Fabio Wanjngarten, não comentou o teor do indiciamento. Washington Reis, irmão do deputado Gutemberg Reis, refutou as acusações, afirmando que são uma covardia e que responderão na justiça.

A lista completa dos indiciados inclui Bolsonaro, Mauro Barbosa Cid, Gabriela Santiago Cid, Gutemberg Reis de Oliveira, Luis Marcos dos Reis, Farley Vinicius Alcântara, Eduardo Crespo Alves, Paulo Sérgio da Costa Ferreira, Ailton Gonçalves Barros, Marcelo Fernandes Holanda, Camila Paulino Alves Soares, João Carlos de Sousa Brecha, Marcelo Costa Câmara, Max Guilherme Machado de Moura, Sergio Rocha Cordeiro, Cláudia Helena Acosta Rodrigues da Silva e Célia Serrano da Silva.

Os crimes pelos quais foram indiciados acarretam penas que variam de 1 a 3 anos de prisão para associação criminosa e de 2 a 12 anos para inserção de dados falsos em sistema de informações.

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