O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, emitiu uma decisão na quinta-feira (7) proibindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros suspeitos de participarem de eventos nas Forças Armadas e no Ministério da Defesa. A medida visa conter possíveis interferências de investigados em instituições militares após uma suposta tentativa de golpe de Estado, investigada pela Polícia Federal.
Bolsonaro e outros alvos da decisão, como os ex-ministros Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sergio Nogueira, foram intimados sobre a proibição, que também inclui o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres. Segundo Moraes, eles estão proibidos de participar de cerimônias, festas ou homenagens realizadas no Ministério da Defesa e em instituições militares, com multa diária estipulada em R$ 20 mil em caso de descumprimento.
A decisão foi tomada no âmbito da investigação sobre tratativas de um golpe de Estado no inquérito das milícias digitais, com o objetivo de reverter o resultado da eleição, segundo os investigadores. A PF apura a produção de minutas por pessoas próximas a Bolsonaro, com planos detalhados sobre como seria essa intervenção. Com a delação de Mauro Cid e provas obtidas em outras operações, a PF concluiu que Bolsonaro teve acesso a versões dessas minutas e chegou a pedir modificações no texto para apresentar aos chefes militares.
Na visão da PF, a discussão de planos golpistas por Bolsonaro e aliados não foi um fato isolado, mas sim parte de uma estratégia anterior do ex-presidente de colocar em dúvida a lisura do processo eleitoral, questionando o funcionamento das urnas eletrônicas

