Os esforços para a retomada das obras da Ponte Bioceânica, que ligará as cidades de Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai, ganharam impulso nesta terça-feira (27) com uma reunião intermediada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Membros da Frente Parlamentar para o Acompanhamento da Implantação da Rota Bioceânica se reuniram com representantes do Consórcio Pybra e do Governo do Estado para abordar os obstáculos enfrentados e buscar soluções para o impasse que tem paralisado a construção no lado brasileiro desde dezembro.
O impasse surgiu quando a Receita Federal passou a exigir documentação fiscal dos materiais de construção adquiridos no Paraguai para as obras, interrompendo assim o avanço dos trabalhos. Os parlamentares estaduais se comprometeram a buscar uma solução junto aos órgãos do Governo Federal, propondo inclusive a inclusão de um adendo ao Termo de Reciprocidade para tratar das questões aduaneiras.
O superintendente do Consórcio Pybra, Paulo Leitão, destacou a cooperação e o apoio da ALEMS: "Hoje, demos um primeiro passo ao esclarecer o fato aos deputados estaduais. Aguardamos o parecer da Receita e o ponto principal é o apoio da Casa de Leis para acrescentar um adendo ao Termo de Reciprocidade."
Jaime Verruck, secretário da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), enfatizou que o cronograma está mantido, mas é crucial resolver o problema para que as obras possam progredir em ambas as margens. "Assembleia, governo e consórcio estão unidos para apoiar um acordo."
O presidente da ALEMS, Gerson Claro, ressaltou a importância do acordo binacional: "O Consórcio Pybra é do Paraguai. Existe a disputa por questões aduaneiras e deve ser resolvida numa articulação que interessa Mato Grosso do Sul."


