Nesta quinta-feira (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compareceu à sede da Polícia Federal em Brasília para um interrogatório sobre alegações de participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. No entanto, ao invés de fornecer respostas, Bolsonaro optou por permanecer em silêncio, uma estratégia deliberada de sua defesa.
A decisão foi anunciada por seu advogado, Fábio Wajngarten, que destacou a falta de acesso da defesa aos documentos e à delação premiada do ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente-coronel Mauro Cid. Wajngarten afirmou que o silêncio não foi apenas um exercício de um direito constitucional, mas sim uma tática baseada na impossibilidade de revisar todos os elementos da acusação contra Bolsonaro.
Essa não é a primeira vez que Bolsonaro escolhe o silêncio em interrogatórios da PF desde que deixou o cargo presidencial. Ele já foi convocado em várias ocasiões para prestar esclarecimentos sobre diferentes questões, e em muitos casos, optou por essa mesma abordagem de não responder às perguntas.
A tentativa da defesa de adiar o depoimento foi negada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes em três ocasiões, destacando a pressão em torno dessas investigações. (Com inf do ESTADÃO CONTEÚDO)


