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Investigados por tentativa de golpe de Estado depõem na PF; Bolsonaro tenta adiamento sem sucesso

Nesta quinta-feira (22), está marcado o depoimento na Polícia Federal do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros investigados por tentativa de golpe de Estado. A convocação abrange uma lista que inclui Augusto Heleno, Anderson Torres, Marcelo Costa Câmara, entre outros.

A estratégia da PF é fazer com que todos os investigados prestem depoimento simultaneamente, visando evitar alinhamento de versões. Bolsonaro solicitou adiamento, porém, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido.

Sebraetec

Além dos depoimentos em Brasília, estão programadas oitivas em diferentes cidades do país, como Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Ceará.

A operação Tempus Veritatis, iniciada há duas semanas, está centrada em investigar a suposta articulação liderada por Bolsonaro e aliados para instaurar um golpe de Estado e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Parte das evidências se baseia em uma reunião ministerial realizada em julho de 2022, onde Bolsonaro teria incitado a ação imediata, independente do resultado eleitoral. Enquanto os advogados do ex-presidente negam as acusações, a defesa afirma que Bolsonaro optará pelo silêncio durante o depoimento.

Apesar dos esforços da defesa para acessar os autos da investigação, o ministro Moraes concedeu acesso apenas aos mandados da operação, negando a solicitação para acesso às mídias digitais e delações.

As investigações apontam para um contexto em que Bolsonaro e seus ministros teriam utilizado a máquina do Estado para disseminar desinformação e notícias fraudulentas sobre o sistema de votação, além de planejarem ações para interferir nas eleições.

A gravação da reunião ministerial revelou diálogos sugestivos, incluindo a sugestão do general Augusto Heleno de infiltrar agentes da Abin nas campanhas eleitorais, com Bolsonaro indicando a necessidade de agir antes das eleições. 

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