O presidente Lula, reiterou sua posição de reprovação à política de ocupação israelense nos territórios palestinos, durante uma sessão na Corte Internacional em Haia. Esta decisão foi tomada em meio a um impasse nas relações entre Brasil e Israel, após Lula descartar um pedido de desculpas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por comparações polêmicas.
A análise da legalidade da ocupação, solicitada pela Organização das Nações Unidas (ONU), foca especialmente em assentamentos em áreas como a Cisjordânia. O Brasil, em sua manifestação, reforçou a ilegalidade dessa ocupação, considerando-a uma forma de apartheid que impõe segregação aos palestinos.
Esse novo episódio na disputa entre Brasil e Israel ocorre antes de importantes reuniões do presidente Lula com figuras-chave nos principais conflitos globais. Na quarta-feira, Lula deve se encontrar com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, e na quinta-feira, há a possibilidade de uma visita do ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. Ambas as reuniões ainda estão pendentes de confirmação, mas Blinken e Lavrov devem estar no Brasil para participar da reunião do G20.

