Após a fuga sem precedentes de detentos na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, não hesitou em tomar medidas firmes para fortalecer a segurança nas unidades prisionais federais do Brasil. Através de uma ordem direta, todas as cinco penitenciárias federais serão submetidas a uma revisão abrangente dos seus sistemas de segurança.
O Presídio Federal de Campo Grande, localizado no Jardim Los Angeles, será alvo desse pente-fino, com o objetivo de identificar falhas e implementar melhorias que impeçam futuras fugas e incidentes de segurança. A iniciativa surge como resposta imediata à fuga surpreendente registrada em Mossoró, que levou à mobilização de esforços para garantir a integridade do sistema prisional federal.
Além da revisão dos sistemas de segurança, Lewandowski determinou o envio de uma equipe liderada pelo secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, para Mossoró. A missão desses representantes é conduzir uma investigação minuciosa dos eventos relacionados à fuga e tomar medidas administrativas necessárias para fortalecer a segurança nas instalações prisionais.
Em paralelo, o ministro solicitou à Polícia Federal a abertura de investigações sobre o incidente, com o deslocamento de uma equipe de peritos para o local da fuga. Essa equipe terá a tarefa de esclarecer os detalhes do ocorrido, identificar possíveis falhas no sistema de segurança e colaborar com as autoridades locais na recaptura dos fugitivos.
Os fugitivos, identificados como Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, conhecidos como "Tatu" ou "Deisinho", foram incluídos na lista de procurados internacionais da Interpol e do Sistema de Proteção de Fronteiras. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal está em alerta, monitorando as rodovias em busca de pistas que levem à recaptura dos fugitivos.

