Valdemar Costa Neto deixou a carceragem da Polícia Federal em Brasília após o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, conceder liberdade provisória. Costa Neto é presidente do Partido Liberal (PL) e estava detido no contexto da Operação Tempus Veritatis, realizada pela Polícia Federal (PF), que investiga uma possível articulação para um golpe de Estado ao final do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Costa Neto foi preso na última quinta-feira (8) durante uma série de buscas e apreensões da PF, sendo encontrado em posse de uma arma com registro vencido em sua residência, o que resultou em sua prisão por porte ilegal de arma. Além disso, durante a operação, uma pepita de ouro de origem suspeita foi encontrada, levantando acusações de usurpação de bem público.
A liberdade provisória concedida por Moraes ocorreu após a conversão da prisão de Costa Neto em prisão preventiva, na qual o Ministro deu um prazo de 24 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o pedido de liberdade provisória feito pela defesa do político.
A defesa de Costa Neto confirmou a liberação do presidente do PL e reiterou sua confiança no Poder Judiciário. Entretanto, outras prisões preventivas, incluindo a de Rafael Martins de Oliveira e Marcelo Costa Câmara, membros do Exército, e de Filipe Martins, ex-assessor especial de assuntos internacionais da presidência, foram mantidas por Moraes no âmbito da mesma investigação.
A Operação Tempus Veritatis tem como objetivo investigar uma possível organização criminosa que teria atuado para promover um golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito, com o intuito de manter Jair Bolsonaro no poder. A ação policial abrangeu diversos estados do país e resultou em mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e medidas cautelares.

