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há 2 anos

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Defesa de Cid aponta equívocos na investigação e alega que vídeo de reunião não impacta delação

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, representada pelo advogado Cezar Roberto Bitencourt, expressou sua satisfação com a divulgação do vídeo da reunião ministerial de Jair Bolsonaro, onde discussões sobre possíveis cenários golpistas foram evidenciadas.

Bitencourt destacou que o conteúdo da gravação revela uma postura "arbitrária, prepotente e de determinação" por parte do ex-presidente. Ele ressaltou que o vídeo serviu para demonstrar as intenções de Bolsonaro, afirmando que "ninguém fala, e ele tentando armar, deu para ver". O advogado ainda expressou seu contentamento ao ouvir a reunião, descrevendo-a como uma cena de "balbúrdia" e "prepotência".

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No entanto, Bitencourt enfatizou que a divulgação do vídeo "não muda em nada" o acordo de delação premiada feito pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Ele também afirmou que não sabe se o militar será novamente chamado para depor devido às revelações do vídeo, mas garantiu que Cid está à disposição das autoridades.

Quando questionado sobre o motivo de Cid não ter mencionado o vídeo anteriormente, Bitencourt argumentou que isso não faz diferença e que o importante é o conteúdo do vídeo em si. Ele desconsiderou as especulações sobre a omissão do vídeo na delação, afirmando que a responsabilidade de lembrar detalhes cabe aos investigadores.

Bitencourt também minimizou preocupações sobre um diálogo entre Cid e um major das Forças Especiais do Exército sobre pagamento de manifestantes, dizendo que, considerado o contexto, não há motivo para preocupação.

O vídeo da reunião ministerial, realizada em 2022, revelou discussões sobre notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e a necessidade de "virar a mesa" antes das eleições. Trechos do vídeo foram citados na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a Operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal, que investiga uma suposta organização criminosa envolvida em tentativa de golpe de Estado. A operação resultou na prisão de ex-assessores de Bolsonaro, incluindo Valdemar Costa Neto, presidente do PL, além de busca e apreensão em residências de militares de alta patente e ex-ministros.

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