Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário preocupante com cinco municípios declarados em estado de emergência devido à alta incidência de dengue, enquanto outros nove estão em alerta, segundo informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Aral Moreira, Paranhos, Sete Quedas, Costa Rica e Laguna Carapã apresentam uma incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes, refletindo um aumento significativo da doença.
Os números alarmantes incluem 224 casos prováveis em Aral Moreira, com uma incidência de 2.084,1, e 101 casos em Paranhos, com incidência de 781,7. A preocupação da SES se intensifica diante da possibilidade de uma nova epidemia no estado, especialmente considerando os estados vizinhos, como Acre, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, que já decretaram estado de emergência.
Em resposta a essa situação crítica, a SES adotou medidas preventivas, incluindo um repasse de R$ 4 milhões do Fundo Especial de Saúde (FES) para auxiliar os municípios sul-mato-grossenses nas ações de vigilância, prevenção e atendimento à saúde. O incentivo financeiro visa fortalecer a capacidade de atendimento das unidades de saúde, aquisição de medicamentos, mobilização contra o mosquito Aedes aegypti e ampliação de serviços emergenciais.
Campo Grande, Corumbá, Dourados e Três Lagoas estão entre os municípios que receberão os maiores valores, com R$ 160 mil previstos pela SES. Essa iniciativa visa conter a propagação do vírus, especialmente após o aumento dos casos de dengue no país, com 29 mortes e mais de 262 mil casos prováveis registrados apenas em janeiro.
Paralelamente, Mato Grosso do Sul se destaca por ser o único estado a receber a vacina Qdenga em todos os municípios, considerando critérios como alta transmissão de dengue em 2023 e 2024. O Ministério da Saúde já recebeu uma remessa de 757 mil doses, com outra prevista para fevereiro, e a aquisição total de 5,2 milhões de doses ao longo de 2024.
A população é alertada para ficar atenta aos sintomas da dengue, que incluem febre alta, dores no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. Casos graves podem manifestar sinais de alarme como dor abdominal intensa, sangramento de mucosas e hipotensão, requerendo cuidados médicos imediatos.
Diante desse quadro, a prevenção se torna crucial, com destaque para a redução de criadouros do mosquito Aedes aegypti e o uso de medidas de proteção individual, como repelentes e mosquiteiros. O tratamento para casos leves envolve repouso, ingestão de líquidos e medicamentos para controle da febre, enquanto casos graves requerem internação para manejo clínico adequado.
Com a situação atual, a atenção e a colaboração da comunidade são fundamentais para enfrentar a ameaça da dengue e evitar uma maior propagação da doença em Mato Grosso do Sul.


