Nesta quinta-feira (1º), Ricardo Lewandowski assume oficialmente o Ministério da Justiça, sucedendo Flávio Dino, que foi nomeado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). As mudanças no comando da pasta foram oficializadas em uma edição do Diário Oficial da União.
Com a transição, Lewandowski promoveu alterações em cargos estratégicos da pasta. Na Secretaria-Executiva, Ricardo Cappelli foi exonerado e assumirá a presidência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) após convite do vice-presidente Geraldo Alckmin. Em seu lugar, o jurista Manoel Carlos de Almeida Neto foi nomeado, tornando-se o "número 2" do Ministério da Justiça.
Na Secretaria Nacional de Políticas Penais, Rafael Velasco Brandani foi exonerado, e a expectativa é que Lewandowski indique o procurador André Garcia para o cargo. Para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, Francisco Tadeu Barbosa de Alencar foi substituído pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mario Luiz Sarrubbo, que tem planos de criar um Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nacional.
Augusto de Arruda Botelho foi exonerado do cargo de secretário Nacional de Justiça, e ainda não foi anunciado quem assumirá o posto, considerado um dos mais importantes do ministério. Entre as atribuições da secretaria está a coordenação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, em parceria com os órgãos da administração pública.
Diversos outros nomes foram exonerados e nomeados, incluindo chefes de gabinete, diretores e assessores especiais do ministro. As mudanças refletem a reorganização da estrutura do Ministério da Justiça sob a liderança de Lewandowski, marcando o início de uma nova fase na gestão da pasta.

