A Gol Linhas Aéreas anunciou, nesta quinta-feira (25), sua decisão de ingressar com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, buscando uma reestruturação financeira e aprimoramento de sua posição no mercado. Agências de risco calculam que a dívida da companhia atinja aproximadamente R$ 20 bilhões.
De acordo com a Gol, a medida visa fortalecer sua situação financeira, com a garantia de que todos os voos continuarão operando conforme o planejado e que todas as reservas permanecerão válidas. Durante coletiva de imprensa, o presidente da companhia, Celso Ferrer, assegurou que não há planos para redução de operações, frota, pessoal ou destinos.
O Chapter 11, processo legal utilizado nos Estados Unidos, proporcionará à Gol um ambiente protegido para negociar com arrendadores de aeronaves, protegendo-a de ações que possam prejudicar suas operações. Ferrer destacou que o processo é fundamental para dar tempo e condições para negociações em andamento.
O financiamento de US$ 950 milhões, parte integrante do processo, está sujeito à aprovação judicial. A Gol espera gerar caixa com suas operações para manter a liquidez durante o processo de reestruturação financeira.
A decisão ocorre após a contratação, no final do ano passado, da consultoria da Seabury Capital, especializada em reestruturação de dívidas no setor aéreo. A Gol enfrenta vencimentos iminentes, com cerca de R$ 3 bilhões vencendo no curto prazo, e a recuperação judicial é vista como uma estratégia para lidar com esses compromissos.
As ações da Gol na B3 recuaram 2,26% após o anúncio, sendo negociadas a R$ 6,50. O pedido de recuperação judicial nos EUA segue uma tendência adotada por outras companhias aéreas, como Avianca, Aeromexico e Latam, em busca de estabilização financeira e sustentabilidade em meio aos desafios econômicos pós-pandemia


