Em mais um episódio de atividade vulcânica intensa, um vulcão entrou em erupção no sudoeste da Islândia neste domingo (14), desencadeando a evacuação da pequena cidade pesqueira de Grindavik. Esta é a segunda erupção na península de Reykjanes em menos de um mês e a quinta desde 2021, marcando uma série de eventos preocupantes para as autoridades islandesas.
O presidente da Islândia, Gudni Johannesson, assegurou à população através da rede social X que não há vidas em perigo, embora as infraestruturas da região possam estar ameaçadas. Felizmente, até o momento, não houve interrupções nos voos.
A erupção teve início ao norte da cidade de Grindavik, que, curiosamente, havia sido evacuada no dia anterior devido ao risco iminente de erupção relacionado a atividades sísmicas. As autoridades, nas últimas semanas, têm erguido barreiras de terra e rocha na tentativa de conter o avanço da lava em direção a Grindavik, situada a cerca de 40 quilômetros da capital Reykjavik. No entanto, as defesas da cidade foram penetradas pela erupção mais recente.
O Gabinete Meteorológico da Islândia (IMO) reportou que uma fenda se abriu em ambos os lados das defesas construídas ao norte de Grindavik, conforme observado em imagens de um voo de vigilância da Guarda Costeira. Com base em modelos de fluxo, os especialistas preveem que a lava poderia levar algumas horas para atingir a cidade, caso continue fluindo na mesma direção.
Esta erupção marca a segunda na península de Reykjanes em menos de um mês e a quinta desde 2021. Em dezembro passado, uma erupção no sistema vulcânico Svartsengi resultou na evacuação de 4.000 residentes de Grindavik e no fechamento do popular spa geotérmico Lagoa Azul.
A Islândia, situada entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte, experimenta frequentes atividades sísmicas e vulcânicas devido ao movimento dessas placas. Embora as erupções em Reykjanes não devam gerar nuvens de cinzas semelhantes às que impactaram a Europa em 2010, provenientes do vulcão Eyafjallajokull, a situação permanece sob vigilância intensa por parte das autoridades locais.( com inf do G1)


