Neste sábado (13), equipes de resgate realizaram a difícil operação de retirada por terra dos corpos das quatro vítimas do acidente de helicóptero que ocorreu em uma área de mata em Paraibuna, no interior de São Paulo. Desde a sexta-feira (12), as condições climáticas adversas, incluindo chuvas persistentes, haviam impedido a operação de resgate com aeronaves.

Policiais militares e bombeiros passaram a noite nas proximidades do local do acidente para preservar a área e preparar a operação de remoção dos corpos, que foi executada na manhã do sábado. As equipes seguiram uma trilha de aproximadamente 30 minutos até uma estrada de terra, onde os corpos foram colocados em um veículo para transporte até o Instituto Médico Legal (IML) de São José dos Campos.
O helicóptero, que decolou do Campo de Marte em São Paulo no dia 31 de dezembro com destino a Ilhabela, foi encontrado em uma fazenda, a 11 quilômetros do ponto de pouso inicial em Paraibuna e a 100 quilômetros do Campo de Marte. O acidente resultou na morte dos quatro ocupantes da aeronave.
A operação de retirada dos corpos e destroços contou com o apoio de uma base montada na região, envolvendo equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Força Aérea Brasileira. A localização remota do acidente, agravada pelo terreno íngreme e pela mata fechada, tornou a operação desafiadora.
O mau tempo, com chuvas persistentes, impactou negativamente o trabalho das equipes de resgate, levando à suspensão das operações aéreas na sexta-feira. A trilha até o local do acidente exigiu horas de caminhada, evidenciando a complexidade do acesso.
O acidente com o helicóptero H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira foi descoberto na manhã da sexta-feira pelas equipes de busca, após ter desaparecido desde 31 de dezembro. A aeronave transportava Luciana Rodzewics (45 anos), Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto (20 anos), filha de Luciana, e Raphael Torres (41 anos), amigo da família. O incidente está sob investigação para determinar as causas do acidente.


