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Flexibilização nas normas de segurança nos Cânions de Capitólio (MG) geram controvérsias

Após dois anos da tragédia, a mudança, implementada por decreto municipal há quase um mês, tornou facultativo o uso de capacetes e coletes salva-vidas

Dois anos se passaram desde a tragédia que ceifou 10 vidas e feriu outras 20 nos Cânions de Capitólio, no Sul de Minas Gerais. Neste aniversário sombrio, a cidade busca retomar o turismo, relaxando as rígidas normas de segurança impostas após o desabamento de um paredão que atingiu quatro embarcações. A mudança, implementada por decreto municipal há quase um mês, tornou facultativo o uso de capacetes e coletes salva-vidas, gerando debates sobre a segurança dos visitantes.

As alterações nas normas foram baseadas em estudos geológicos realizados desde março de 2022, após a tragédia, e visam recuperar a vitalidade do turismo local. O fechamento gradual do 'Mar de Minas' foi revertido, mas as mudanças, como o uso facultativo de equipamentos de segurança, levantam preocupações sobre a proteção dos visitantes.

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O prefeito Cristiano Gerardão defende as flexibilizações, destacando a parceria com órgãos como a Marinha e os Ministérios Públicos Federal e Estadual. Segundo ele, Capitólio se tornou referência em turismo responsável, mas críticos questionam se a segurança dos visitantes está sendo sacrificada em prol do turismo.

O setor turístico, vital para a economia local, comemora o aumento da taxa de ocupação, atingindo 90% após as mudanças. O otimismo é palpável entre empresários, comerciantes e autônomos, que veem na flexibilização uma oportunidade de recuperação após uma queda drástica nos últimos dois anos.

Apesar do clima positivo, há quem relembre a perda não só de vidas, mas também de meios de subsistência para milhares de moradores locais, dependentes do turismo. A região dos cânions, agora sob novas regras, busca equilibrar a retomada econômica com a necessidade de garantir a segurança e bem-estar dos turistas.

Com a temporada de verão em pleno curso, as expectativas são altas, mas a flexibilização das normas de segurança continua a ser alvo de debates, colocando em foco o delicado equilíbrio entre a revitalização do turismo e a responsabilidade com a segurança pública.( com inf do G1)


 

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