Na madrugada deste sábado (6), o mundo do futebol recebeu a notícia do falecimento de Mário Jorge Lobo Zagallo, aos 92 anos. A informação foi compartilhada pelo perfil oficial da lenda do futebol, marcando o término de uma vida dedicada ao esporte que encantou gerações..

A nota oficial emitida pela família Zagallo não apenas ressalta as conquistas dentro das quatro linhas, mas destaca a figura de Zagallo como um "pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano." O texto enfatiza a magnitude de seu legado, descrevendo-o como um "ído-lo gigante" e um "patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas."
Carreira


A trajetória de Zagallo teve início em Atalaia, Alagoas, em 1931. Sua mudança para o Rio de Janeiro marcou o começo de uma jornada brilhante no futebol, iniciando nas categorias de base do América Futebol Clube. Sua primeira experiência em uma Copa do Mundo foi em 1950, como parte da Polícia do Exército, testemunhando a histórica derrota do Brasil para o Uruguai na final.
Entretanto, Zagallo encontrou redenção nos anos seguintes, tornando-se uma peça fundamental na conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Apelidado de "Formiguinha" por sua incansável dedicação, Zagallo marcou um gol na final, consolidando seu status como ícone do futebol brasileiro.

O bicampeonato veio em 1962, no Chile, solidificando sua posição como um dos maiores jogadores da história do Brasil. Além de suas façanhas em
Copas do Mundo, Zagallo acumulou diversos títulos, encerrando sua carreira como jogador em 1964.

A transição para a carreira de treinador foi natural, e em 1970, Zagallo fez história ao liderar a seleção brasileira ao tricampeonato no México. Seu papel como técnico estendeu-se a diversos clubes nacionais e internacionais, sempre carregando consigo sua personalidade forte e inconfundível.
Em 1994, Zagallo participou do tetra como coordenador técnico, contribuindo para mais uma página gloriosa do futebol brasileiro nos Estados Unidos. Sua postura imponente à beira do campo durante a conquista tornou-se uma imagem marcante daquela época.

A Copa do Mundo de 1998 trouxe Zagallo de volta ao comando, mas o desfecho não foi o esperado, com a derrota na final para a França. No entanto, sua influência e impacto transcenderam as vitórias e derrotas, sendo lembrado também por suas frases memoráveis e sua paixão pelo jogo.

O retorno triunfal veio em 2002, quando, ao lado de Carlos Alberto Parreira, contribuiu para a conquista do pentacampeonato. A parceria de sucesso rendeu também títulos na Copa América em 2004 e na Copa das Confederações em 2005.


