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Alexandre de Moraes revela planos de golpistas: Prisão e enforcamento na Praça dos Três Poderes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, revelou que as investigações sobre os atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro desvendaram três planos contra sua integridade física, incluindo a prisão e o enforcamento na Praça dos Três Poderes. Moraes, relator dos processos relacionados aos ataques à Corte, detalhou que um dos planos envolvia sua prisão por Forças Especiais do Exército, que o conduziriam até Goiânia. Outra possibilidade incluía um homicídio, com seu corpo abandonado no caminho para a capital goiana. A terceira, mais extrema, previa seu enforcamento na praça central de Brasília.

Em entrevista ao jornal O Globo, Moraes ressaltou a agressividade e ódio presentes nessas ações, demonstrando a incapacidade dos agressores de distinguir a pessoa física do magistrado da instituição que ele representa.

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O ministro, que não reforçou sua segurança pessoal, informou que optou por aumentar a vigilância sobre sua família após os ataques golpistas. Em julho do ano passado, Moraes, acompanhado de sua esposa e filho, foi hostilizado por um casal brasileiro no aeroporto de Roma, na Itália.

O STF já condenou 30 envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, enquanto outras 29 ações penais aguardam conclusão, prevista para a primeira semana de fevereiro. Moraes, relator de 1.345 processos relacionados aos ataques, destacou a atuação célere e eficiente da Corte para responder às agressões aos Três Poderes.

O ministro revelou também que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitorava seus passos, indicando um possível uso indevido de recursos de inteligência. Moraes afirmou ao O Globo que a Abin realizava o monitoramento para "quando houvesse necessidade" de sua prisão.

Quanto à tentativa de convencer o Exército a aderir a um golpe após uma possível Garantia de Lei e da Ordem (GLO), Moraes enfatizou a importância da não decretação da GLO para evitar conflitos maiores. O ministro também ressaltou a necessidade de regulamentação das redes sociais, caracterizando-as como uma "terra sem lei" e defendeu a exclusão da vida pública de políticos comprovadamente envolvidos nos ataques, afirmando que "quem não acredita na democracia não deve participar da vida política do país".(Com inf do O Globo)

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