O caso envolvendo a advogada Amanda Partata, acusada de envenenar o ex-sogro e a mãe dele, ganha novos contornos com a descoberta de que ela enviou um falso ultrassom de bebê ao ex-namorado pouco antes do crime. A polícia identificou que Amanda simulava gravidez para manter relacionamentos e, segundo investigações, esse teria sido o motivo por trás do envenenamento.
O crime ocorreu em 17 de dezembro, e Amanda foi temporariamente detida na noite de 20 de dezembro, passando por audiência no dia 21. Durante o depoimento à polícia, a advogada negou a autoria do crime e, segundo o delegado Carlos Alfama, chegou a fingir passar mal.
As investigações apontam que Amanda e o médico Leonardo Pereira Alves Filho encerraram o namoro em julho de 2023, mas no início de agosto, ela afirmou estar grávida, mantendo a falsa gestação por mais de três meses. A advogada chegou a realizar um chá revelação e apresentar exames de ultrassom e sexagem.
O delegado Alfama revela que Leonardo questionou a veracidade dos exames após o envenenamento. Ao ser presa, Amanda realizou um teste de Beta HCG, cujo resultado foi negativo, indicando que não estava grávida pelo menos um mês antes do crime.
Durante buscas na casa de Amanda em 28 de dezembro, a polícia encontrou exames de gravidez datados de agosto e dezembro de 2023, ambos com resultados negativos. Outros cinco ex-namorados relataram situações similares, indicando um padrão de falsas gestações.
A falsa gravidez era usada por Amanda como pretexto para manter-se próxima à família, obter dinheiro e exigir a manutenção dos relacionamentos, revela o delegado.
O ex-namorado, Leonardo, sua irmã Maria Paula e a mãe Elaine prestaram depoimento à polícia, expressando perplexidade diante da brutalidade do ocorrido.
Nota da defesa de Amanda na íntegra
Os advogados que atuam na defesa da Sra. Amanda, tendo em conta as informações prestadas pela Autoridade Policial, informam que somente se manifestarão nos autos processuais.
(com inf do G1)


