O maior e o principal grupo sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta quinta-feira (28) a convocação de uma greve geral, acompanhada de uma manifestação no Congresso Nacional argentino, marcada para o dia 24 de janeiro. A ação é uma resposta às medidas implementadas pelo governo do presidente ultraliberal Javier Milei.
Em um comunicado, a CGT divulgou um "plano de luta" que inclui não apenas a greve geral, mas também uma apresentação judicial contra um decreto anunciado na semana passada por Milei, bem como um projeto de lei enviado ao Congresso na quarta-feira (27) para discussão em sessões extraordinárias antes do final de janeiro.
As propostas do governo, que envolvem a eliminação de regras trabalhistas, privatização de empresas estatais e modificações no Código Civil e Comercial, têm gerado forte oposição. O projeto de lei, apresentado recentemente, declara estado de emergência econômica e concede parte dos poderes legislativos ao Executivo até o final de 2025, com a possibilidade de prorrogação por mais dois anos.
O presidente Milei, conhecido por sua postura libertária, afirma que suas medidas visam reduzir o papel do Estado e eliminar o déficit fiscal, buscando impulsionar o crescimento econômico. No entanto, desde o anúncio das propostas, milhares de pessoas têm saído às ruas em protesto contra as medidas, destacando a polarização e a resistência popular em relação às reformas propostas.
A CGT planeja buscar reuniões com diferentes blocos de deputados e senadores, além de estabelecer diálogo com outras confederações trabalhistas, com o objetivo de articular estratégias e ações conjuntas em resposta às medidas governamentais.

