Um brutal ataque orquestrado pela Rússia atingiu várias regiões da Ucrânia nesta sexta-feira (29), deixando um rastro de destruição, com 12 pessoas mortas e 60 feridas, de acordo com informações do governo ucraniano. A investida, que ocorreu durante a madrugada, utilizou uma combinação de mísseis de cruzeiro, balísticos e hipersônicos, além do emprego de drones.
A capital Kiev e outras grandes cidades, incluindo Kharkiv e Lviv, foram palco de explosões devastadoras. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que a Rússia lançou 110 mísseis, um número muito acima da média anual, atingindo indiscriminadamente alvos civis como maternidades, escolas, shoppings e residências.
Entre as vítimas, dez pessoas ficaram presas nos escombros em Kiev, enquanto outras duas perderam a vida em Odessa, no sul do país, após o impacto de mísseis em uma área residencial. Zelensky expressou pesar pelas vítimas em uma mensagem nas redes sociais, prometendo uma resposta aos "ataques terroristas" e reafirmando o compromisso de proteger a segurança nacional.
Apesar da confirmação do ataque pela Força Aérea da Ucrânia, a Rússia, por meio de Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa, afirmou que apenas alvos militares foram visados. O governo ucraniano refutou essa alegação, destacando que infraestruturas sociais também foram atingidas, como parte de uma tática contínua da Rússia para desestabilizar o país ao longo de 2023.
A violência se estendeu a várias cidades, com relatos de ataques a uma estação de metrô em Kiev, hospitais em Kharkiv, e uma maternidade em Dnipro, onde quatro pessoas perderam a vida. O Ministério da Energia da Ucrânia informou que quatro regiões do país ficaram sem luz devido aos ataques.
A Ucrânia, apoiada pelos Estados Unidos e pela Europa, não conseguiu reverter totalmente as conquistas territoriais russas de 2022, resultando em um impasse que continua a assolar a região.


