O caso envolvendo a trágica morte de Sophia Ocampo, a criança de dois anos e sete meses vítima de extrema violência, toma um novo rumo com o pedido de adiamento do julgamento feito pela defesa de sua mãe, Stephanie de Jesus, e do padrasto, Christian Campoçano. Os advogados solicitaram a reforma da decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, que determinou o júri popular dos réus.
O julgamento, inicialmente agendado para os dias 12, 13 e 14 de março de 2024, corre o risco de ser adiado, dependendo da resposta do magistrado ao recurso interposto pela defesa. A alegação inclui a negativa de pedidos essenciais, como a desconsideração do crime de estupro por parte do padrasto e a anulação de depoimentos.
O advogado de Christian Campoçano, Pablo Arthur Buarque Gusmão, confirmou a apresentação do recurso e destacou a intenção de questionar a sentença, buscando uma reforma que, segundo a defesa, trará à tona pontos que não foram observados durante o processo.
A defesa de Stephanie também expressou insatisfação com a decisão do juiz de submeter os réus a um júri popular, formado por cidadãos comuns. O juiz Aluízio Pereira dos Santos, por sua vez, aguarda o recebimento do recurso e ressalta que o julgamento pode ser adiado, dependendo da resposta ao pedido de reforma da decisão.
Os advogados assistentes de acusação, Janice Andrade e Josemar Fogassa, afirmaram que o recurso da defesa já era esperado, mas destacaram que o julgamento é inevitável, independentemente do possível adiamento da data.

