O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresenta o aplicativo "Celular Seguro" como uma estratégia para acelerar a comunicação em situações de roubo, furto ou perda de celulares. A proposta visa enviar alertas instantâneos para operadoras de telefonia e instituições financeiras parceiras, otimizando o tempo necessário para reportar incidentes. No entanto, desafios técnicos e limitações na capacidade de inutilização dos dispositivos ainda são obstáculos a serem superados.
Usuários cadastrados previamente terão a facilidade de notificar diversas entidades de forma centralizada, agilizando o processo de bloqueio e desencorajando a prática criminosa. Apesar da proposta promissora, o bloqueio imediato não é assegurado, com prazos de até 6 horas para repasse às operadoras e mais 1 dia útil para efetuar o bloqueio, de acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico (Abrafix).
A iniciativa do governo ainda não abrange a inutilização completa dos dispositivos, uma vez que a cooperação de fabricantes e desenvolvedores de sistemas, como Google e Apple, não está contemplada até o momento entre os parceiros anunciados.
Especialistas enfatizam a necessidade de envolver fabricantes e desenvolvedoras de sistemas, propondo a implementação de identificadores não alteráveis nos aparelhos. Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, destaca a importância do aprimoramento constante diante de desafios já enfrentados por iniciativas semelhantes.
Hiago Kin, presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética, alerta para possíveis mal-entendidos por parte dos usuários, ressaltando a importância de uma comunicação clara e vigilância contra possíveis golpes que explorem o nome "Celular Seguro."
O governo federal planeja ampliar a parceria com operadoras para incluir o bloqueio do chip, visando impedir a recepção de mensagens utilizadas na recuperação de senhas. A expansão, prevista para janeiro de 2024, envolverá também empresas como iFood, Uber, 99, Mercado Livre e Nubank.


