Na primeira semana à frente da presidência da Argentina, Javier Milei não escapou de polêmicas e contradições que colocam em xeque o discurso radical que marcou sua campanha eleitoral. Desde a posse em 10 de dezembro, o ultraliberal presidente adotou medidas controversas, como a nomeação de sua irmã para um cargo-chave no governo e a ameaça de prisão a manifestantes que bloquearem ruas durante protestos.
O "Viva a liberdade, caralho" que caracterizou a campanha de Milei foi desafiado quando ele revogou um decreto de 2018 que proibia parentes de membros eleitos de ocuparem cargos na administração pública. A nomeação de Karina Milei como secretária-geral do governo gerou críticas e levantou questionamentos sobre nepotismo.
Além disso, a ministra da Segurança Nacional, Patricia Bullrich, terceira colocada nas eleições presidenciais, anunciou uma regra que ameaça prender em flagrante manifestantes que bloquearem ruas durante protestos. A medida vai de encontro ao discurso de Milei, que durante a campanha prometeu cortar benefícios sociais daqueles que participassem de bloqueios.
A imposição da lei gerou controvérsias, sendo considerada ilegal por alguns setores. O movimento social Polo Obrero, por exemplo, programou uma paralisação em todo o país para protestar contra as medidas econômicas de Milei, desafiando a nova legislação. Enquanto Bullrich reforça a aplicação da lei, a população aguarda para ver como as mudanças afetarão os protestos futuros.
Na área econômica, o tão aguardado "Plano Motosserra", anunciado pelo ministro da Economia Luis Caputo, trouxe ajustes significativos, incluindo a desvalorização do peso, redução de subsídios e cancelamento de licitações. As medidas, destinadas a conter o déficit fiscal e neutralizar a crise, geraram impactos imediatos nos preços dos combustíveis, causando preocupações entre os argentinos. ( com inf do G1)


