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há 2 anos

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Protestos em Tel Aviv após tragédia: Exército de Israel mata 3 reféns por engano

Tel Aviv foi palco de intensos protestos na noite de sexta-feira, 15 de dezembro, quando centenas de israelenses saíram às ruas para exigir a libertação imediata dos sequestrados no conflito contra o Hamas. Os manifestantes, com cartazes pedindo "traga-os para casa agora" e "exigimos um acordo", se reuniram em frente à base militar de Tel Aviv antes de marcharem pela cidade.

Os protestos foram desencadeados por uma declaração do Exército de Israel, que admitiu que suas tropas mataram erroneamente três reféns israelenses em posse do Hamas. Yotam Haim, Samer Talalka e Alon Shamriz, que conseguiram escapar dos terroristas e estavam tentando chegar a Israel, foram mortos, apesar de carregarem uma bandeira branca, conforme indicam as investigações iniciais.

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Os manifestantes também expressaram sua indignação cobrindo várias bandeiras de Israel com tinta vermelha, exibindo cartazes com fotos dos reféns mortos e daqueles que ainda estão desaparecidos. O governo israelense informou que, além dos três mortos por engano, 138 reféns ainda estavam sob o poder do Hamas, desde que o grupo terrorista invadiu o sul de Israel há dois meses, resultando na morte de 1.402 pessoas.

O "erro trágico" ocorreu durante uma operação em Shejaiya, um bairro na Cidade de Gaza, onde as tropas israelenses identificaram erroneamente os três reféns como uma ameaça. Os sequestrados haviam sido capturados pelo Hamas em 7 de outubro, e, após escaparem do cativeiro, foram fatalmente atingidos durante sua tentativa de chegar a território israelense.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu desculpas às famílias das vítimas, destacando que lições necessárias foram aprendidas. No entanto, ressaltou que as incursões continuarão. A Casa Branca classificou o incidente como um "erro trágico", enquanto as Forças de Defesa de Israel o chamaram de "incidente", afirmando que aprenderam lições, mas permanecerão na busca pelos reféns ainda sob controle do Hamas.

O conflito entre Israel e Palestina intensificou-se após o ataque sem precedentes do Hamas, resultando em uma declaração de guerra de Israel ao grupo terrorista. Os bombardeios entre as duas partes persistem, alimentando as tensões na região.

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