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há 2 anos

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Jovem vai para UTI após implante de 'chip da beleza' com Ocitocina

Implantes hormonais prometem emagrecimento e aumento da libido, mas especialistas alertam para perigos à saúde

Uma nova tendência on-line, conhecida como "ocitocine-se", está levando pessoas a buscar resultados estéticos rápidos por meio de implantes hormonais, popularmente chamados de "chips da beleza". A promessa de emagrecimento, controle da ansiedade, aumento da libido e tratamento da obesidade tem atraído a atenção, mas especialistas alertam que esses procedimentos representam sérios riscos à saúde e carecem de comprovação científica.

Os "chips da beleza" consistem em pequenos implantes de silicone, com até 1,5 cm, que são inseridos sob a pele por meio de microincisões. A quantidade de hormônios, incluindo a ocitocina, varia de acordo com o paciente. Essa prática, que ganhou popularidade com o movimento "ocitocine-se", tem sido impulsionada por médicos que prometem resultados estéticos imediatos.

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No entanto, a falta de embasamento científico é evidente, e os especialistas alertam para os perigos associados a esses procedimentos. Recentemente, um caso dramático viralizou nas redes sociais, envolvendo uma jovem internada em estado grave em um hospital de São Paulo. Após colocar dois desses implantes contendo ciproterona, gestrinona, testosterona e ocitocina, a paciente desenvolveu um edema cerebral em apenas 24 horas.

A ocitocina, conhecida como o "hormônio do amor", tem ação antidiurética, regulando o equilíbrio de água e sódio no corpo. No entanto, quando administrada em quantidades acima dos níveis naturais, pode resultar em intoxicação por água, levando a complicações sérias, como o edema cerebral.

O ginecologista endócrino Marcelo Luis Steiner, embora não tenha sido responsável pelo caso da jovem, decidiu compartilhar a história para alertar sobre os riscos dessa moda do uso da ocitocina. O Conselho Federal de Medicina (CFM) já proibiu o uso desses chips devido à falta de segurança e eficácia comprovada.

O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Paulo Augusto Miranda, destaca que não há pesquisa que ateste a eficácia da ocitocina para tratar obesidade, ansiedade ou falta de libido. Ele enfatiza que a ciência está na fase inicial de compreender os efeitos crônicos da deficiência desse hormônio e que a segurança desses procedimentos não foi estabelecida. ( com onf do  G1)

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