Em uma ousada empreitada profissional, a advogada brasileira Elba em entrevista ao site Pix News MS revelou trilhar um caminho desafiador para conquistar o registro e atuar em Portugal, um passo que vai além das fronteiras geográficas e evidencia a globalização crescente nas relações jurídicas.
A saga começou com contatos estratégicos, reuniões minuciosas, e uma cuidadosa análise de todas as nuances envolvidas. A contratação de uma advogada local, a coleta de documentos e certidões, além de providências burocráticas, compuseram o dossiê necessário para pleitear o registro junto ao Conselho Regional de Lisboa (CRL).
Contudo, a jornada de Elba tomou um rumo inesperado quando a Ordem Portuguesa alterou, de forma unilateral, as regras do processo de registro. Isso a levou a tomar uma decisão corajosa: embarcar para Lisboa e assegurar pessoalmente que seu processo não fosse prejudicado. A experiência se transformou em uma viagem de negócios repleta de desafios e aprendizados.
A notícia da concessão do registro português, recebida em novembro, marcou um ponto alto nessa jornada, trazendo alegria não apenas para Elba, mas para todos que compartilharam desse sonho de expansão profissional.
A advogada destaca a importância da internacionalização na advocacia, especialmente diante da crescente mobilidade e globalização das transações legais. Atuar em Portugal não é apenas uma conquista pessoal, mas uma contribuição para a compreensão mútua dos sistemas jurídicos, promovendo uma colaboração mais eficaz entre diferentes países.
A quebra unilateral do acordo bilateral entre a OAB e a Ordem dos Advogados de Portugal, que ocorreu pouco antes da conclusão do processo de Elba, destaca a incerteza que agora paira sobre novas inscrições de advogados brasileiros em solo português.
Elba ressalta as vantagens de ser brasileira nessa jornada, destacando sua habilidade linguística e apreço por diferentes culturas como facilitadores fundamentais. Para ela, a experiência de aprendizado constante sobre as especificidades do ordenamento jurídico português amplia sua capacidade de oferecer soluções mais abrangentes aos clientes.
Ao explorar as diferenças jurídicas entre Brasil e Portugal, Elba destaca peculiaridades como a maioridade legal aos 16 anos em Portugal, divergências nas práticas notariais e a presença de legislação específica de proteção ao consumidor, como a LAIMPC.
No encerramento da entrevista, Elba compartilhou sua paixão por desafios e encoraja outros profissionais a saírem de suas zonas de conforto. Para ela, a advocacia em Portugal representa não apenas uma formalidade, mas a entrada em um universo vasto e dinâmico, repleto de possibilidades para crescimento profissional e pessoal.


