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há 2 anos

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EUA anunciam manobras militares na Guiana após referendo Venezuelano sobre Essequibo

eOs Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que realizarão exercícios militares na região de Essequibo, na Guiana, em parceria com a Força Aérea guianesa. A movimentação militar norte-americana surge como resposta ao recente referendo realizado pela Venezuela, no qual foi aprovada a anexação de Essequibo, território controlado pela Guiana e reivindicado por Caracas.

As manobras, que ocorrerão em conjunto com a Força Aérea guianesa, têm como objetivo, segundo a Embaixada dos Estados Unidos na Guiana, melhorar a segurança local. Especialistas, no entanto, observam que a movimentação militar norte-americana acontece em meio a uma escalada das tensões entre Guiana e Venezuela, indicando que não se trata de uma operação rotineira.

Sebraetec

Um especialista em geopolítica da Escola Superior de Guerra, destaca que os EUA estão posicionando-se para dissuadir possíveis ações militares da Venezuela em Essequibo no curto prazo. Em um contexto estratégico mais amplo, a presença norte-americana na região amazônica também é percebida como uma resposta ao crescimento da influência chinesa na América Latina.

Essa ação militar segue a visita, no final de novembro, de comandantes do Comando Militar dos Sul dos EUA à Guiana para discutir estratégias de defesa. O presidente Joe Biden considera até mesmo a construção de uma base militar em Essequibo.

A secretária de Estado dos EUA, Antony Blinken, reforçou o apoio à Guiana durante uma ligação ao presidente guianês, Irfaan Ali, discutindo a cooperação na área de segurança. Esta movimentação ocorre em meio ao desaparecimento de um helicóptero militar guianês que sobrevoava Essequibo, fato que aumentou a tensão na região.

O referendo venezuelano, que teve caráter consultivo, desafia a determinação da Corte Internacional de Justiça, que proibiu a Venezuela de realizar ações para anexar Essequibo. Enquanto líderes opositores acusam Maduro de utilizar a questão como distração para as eleições de 2024, a situação continua a se desenrolar, deixando a América Latina em alerta para possíveis desdobramentos dessa delicada situação geopolítica.

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