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Picadas de escorpiões se tornam epidemia em Mato Grosso do Sul

Bebês e crianças são as principais vítimas; números de ataques supera 2022 e óbitos crescentes causam preocupação

Mato Grosso do Sul enfrenta uma crescente epidemia de picadas de escorpiões, especialmente preocupante entre bebês e crianças. Os dados revelam um aumento acentuado nos ataques, superando os registros de todo o ano anterior. Recentemente, uma bebê de 1 ano foi hospitalizada no HRMS após ser atacada em sua casa, e exames indicam que o veneno atingiu seu coração.

Em 2022, o estado registrou 267 ataques ao longo do ano, uma média de 22 por mês. No entanto, apenas nos primeiros nove meses de 2023, esse número já subiu para 334, alcançando uma média mensal alarmante de 37 casos, o equivalente a 11 acidentes diários com escorpiões.

Sebraetec

Os dados do Sinan revelam um aumento nos óbitos relacionados a picadas de escorpião em Mato Grosso do Sul desde 2011. Em 2022, o estado atingiu o maior número de mortes registradas, com 10 vítimas fatais. O aumento é significativo, comparado às duas mortes registradas em 2011 e 2013.

O Superintendente Estadual do Ministério da Saúde, Ronaldo Costa, destaca a possível relação entre o aumento de óbitos e a reestruturação do Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), que anteriormente oferecia atendimento especializado no HRMS.

O aumento das temperaturas e ambientes úmidos proporcionam condições ideais para a proliferação de escorpiões, especialmente em áreas urbanas. As orientações do Ministério da Saúde incluem medidas preventivas, como vedar espaços de entrada do escorpião, manter áreas externas limpas e denunciar locais com acúmulo de entulho.

Apesar das preocupações, a SES-MS assegura que o CIATox funciona 24 horas por dia e que não há dificuldades para atender à demanda. A sociedade, no entanto, é alertada sobre a necessidade de cuidados, visto que crianças continuam sendo as principais vítimas desses ataques, que podem ser fatais.

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