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há 2 anos

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Israel adia libertação de reféns do Hamas para sexta-feira

O Conselho de Segurança Nacional de Israel anunciou nesta quarta-feira que nenhum refém será libertado antes desta sexta-feira (24). O anúncio ocorre após a aprovação, na madrugada de quarta-feira (noite de terça no Brasil), de um acordo entre Israel e o Hamas para a libertação dos capturados no ataque de 7 de outubro. O acordo inclui um cessar-fogo de quatro dias em Gaza e a libertação de 150 prisioneiros palestinos, priorizando mulheres e crianças.

Sebraetec

Tzachi Hanegbi, chefe do Conselho de Segurança Nacional, afirmou que o processo de libertação seguirá como planejado, com a primeira parcela de reféns israelenses prevista para ser libertada na sexta-feira. Inicialmente, a mídia israelense havia reportado que a liberação começaria na quinta, coincidindo com o início da trégua. O ministro das Relações Exteriores, Eli Cohen, expressou a expectativa de que os primeiros reféns fossem liberados na quinta-feira, mas não confirmou o horário indicado pelo Hamas, às 10h (5h em Brasília).

O anúncio também ocorreu após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmar em coletiva de imprensa em Tel Aviv que a Cruz Vermelha seria autorizada a entrar em Gaza para visitar os reféns. No entanto, a Cruz Vermelha emitiu comunicado afirmando que não foi informada sobre os planos.

Netanyahu declarou que, apesar da trégua, a guerra contra o Hamas continua. O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Daniel Hagari, destacou que o Exército está se preparando para a implementação do acordo, descrevendo-o como um "processo complexo que pode levar tempo" e alertando para possíveis tentativas de terror psicológico por organizações terroristas nos próximos dias.

Na madrugada desta quarta-feira, Israel aprovou um aguardado acordo de cessar-fogo temporário com o Hamas, mediado pelo Catar. O foco principal da negociação foi a liberação imediata de reféns capturados no ataque de 7 de outubro, que resultou na morte de 1,2 mil pessoas, em sua maioria civis em Israel. O acordo estipula que o Hamas deve liberar 50 reféns em troca da libertação de 150 presos palestinos.

Ambos os lados concordaram em incluir apenas mulheres e menores na troca, excluindo militares e combatentes inimigos. Conforme comunicado do governo israelense, 30 menores e 20 mulheres (oito delas mães) serão liberados pelo grupo terrorista

 

 

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