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há 2 anos

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Maior hospital de Gaza tem evacuação forçada; Mais de 2.000 pessoas são retiradas do local

Neste sábado (18), o Al-Shifa, o maior hospital de Gaza, tornou-se o epicentro de uma crescente crise humanitária. Mais de 2.000 pacientes, profissionais de saúde e refugiados da guerra entre o grupo Hamas e Israel foram evacuados do local, gerando tensões exacerbadas entre as partes conflitantes.

As autoridades do governo de Gaza, sob controle do Hamas, alegaram que os militares israelenses ordenaram a evacuação do hospital. No entanto, o exército israelense negou veementemente essa acusação, afirmando ter atendido a um pedido do diretor do Al-Shifa para expandir e facilitar evacuações voluntárias por meio de uma "rota segura". Segundo os militares israelenses, médicos e profissionais de saúde poderiam permanecer para apoiar pacientes considerados frágeis demais para serem retirados.

Sebraetec

O episódio ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Israel e Hamas, que tem intensificado suas operações militares em Gaza. Recentemente, durante uma operação militar israelense nesta semana, foram encontradas armas no hospital, levando Israel a acusar o Hamas de utilizar o local como base de operações. O grupo palestino nega veementemente essa acusação, alegando que Israel está utilizando a situação como pretexto para atacar o hospital.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 2.300 pessoas, entre pacientes, profissionais de saúde e deslocados pela guerra, estavam no hospital Al-Shifa, um complexo médico crucial localizado na zona oeste da Cidade de Gaza. A crise humanitária é exacerbada pelo fato de que o hospital está sem energia elétrica há vários dias, resultando na interrupção de equipamentos médicos essenciais. Os diretores de departamentos afirmaram à AFP que dezenas de pacientes já morreram devido à falta de funcionamento desses equipamentos.

O Exército israelense intensificou suas operações na região, realizando uma minuciosa revista "prédio por prédio" do complexo hospitalar, que, segundo Israel, abriga instalações do Hamas, incluindo uma rede de túneis subterrâneos. O movimento islamista palestino reitera sua negação quanto à acusação e enfatiza que Israel está utilizando a alegação como pretexto para justificar seus ataques ao hospital.

Enquanto o drama se desenrola no Al-Shifa, o Hamas executou, no dia 7 de outubro, um ataque sem precedentes em território israelense, resultando na morte de 1.200 pessoas, principalmente civis, e no sequestro de quase 240 reféns, segundo as autoridades israelenses. As negociações para a libertação dos reféns estão em andamento, com mediação do Catar, embora Israel rejeite um cessar-fogo antes da libertação de todos.

O Ministério da Saúde do Hamas alega que os ataques israelenses já causaram a morte de mais de 12.000 civis palestinos, incluindo 5.000 menores de idade. No entanto, esses números não puderam ser verificados de maneira independente. O Exército israelense anunciou que 51 soldados morreram nos combates em Gaza.

Paralelamente aos bombardeios, Israel, que prometeu "aniquilar" o Hamas, continua suas operações terrestres desde 27 de outubro, agravando ainda mais a crise humanitária na região.

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