O calor intenso que vem marcando os ultimos dias persistirá ao longo da semana em diversas partes do Brasil, com temperaturas que podem superar os 40°C, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Esta onda de calor, intensificada pelo fenômeno El Niño, já resultou em recordes de temperatura máxima e baixa umidade do ar em 2023.
O Inmet emitiu alertas para 13 estados e o Distrito Federal, focando nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, mas estendendo-se a estados do Norte e Sul do país. Espera-se que as temperaturas permaneçam pelo menos 5ºC acima da média em vastas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Cidades como Porto Murtinho (MS) e Aragarças (GO) registraram máximas de 42,3°C no sábado (11), as mais elevadas do dia, enquanto Cuiabá (MT) atingiu 41,3°C, tornando-se a capital mais quente. A previsão é de que as máximas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul alcancem os 44°C nos próximos dias, podendo resultar em recordes históricos de calor em várias localidades.
Andrea Ramos, meteorologista do Inmet, destaca que essa tendência de temperaturas acima da média é global, conforme identificado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). "Estamos vivenciando quatro meses com temperaturas acima da média, e há uma tendência de encerrarmos o ano como o mais quente já registrado desde o início das medições", informou Ramos.
Enquanto a onda de calor persiste, na região Sul, espera-se o aumento da instabilidade, com acumulados de chuva podendo superar os 200 milímetros entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina até quinta-feira (16). Essas tempestades podem apresentar rajadas de vento acima de 80 km/h e queda de granizo, adicionando desafios às condições meteorológicas já adversas.
Hidratação Adequada e Cuidados com a Exposição ao Sol são Fundamentais para Enfrentar as Altas Temperaturas"
Com a intensificação da onda de calor, especialistas alertam para os riscos significativos de desidratação, especialmente quando associada à baixa umidade. A nutricionista Gabriela Cilla destaca a importância de estar atento aos sinais de sede, ressaltando que, muitas vezes, quando a pessoa sente sede, já está em um estágio de desidratação. Recomenda-se calcular a quantidade de água a ser ingerida multiplicando cada quilograma do corpo por 0,035.

A dificuldade de consumir água pode ser contornada com estratégias simples, como o uso de despertadores e manter garrafas próximas aos ambientes frequentados. O endocrinologista Ricardo Barroso ressalta que crianças e jovens, juntamente com os idosos, são os mais afetados pela desidratação, uma vez que os centros de regulação de sede nesses grupos podem ser menos eficazes.

Para manter a hidratação, mesmo sem sentir sede, é recomendável beber água ao longo do dia. A coloração da urina pode servir como indicador, sendo que uma cor amarela mais clara é um sinal de hidratação adequada. Barroso enfatiza que, mesmo após a ingestão de líquidos, se a urina permanecer escura, é necessário aumentar a ingestão de água.
Além da hidratação, o Ministério da Saúde aconselha medidas adicionais para enfrentar o calor intenso, como o uso de protetor solar, evitando exposição direta ao sol entre as 10h e 16h, e o uso de roupas leves. Cuidados com a alimentação, descanso em locais frescos e arejados, e a diminuição de esforços físicos também são recomendados.
Quanto ao uso de filtro solar, é indicado que os produtos tenham fator de proteção 30 ou mais, aplicados 30 minutos antes da exposição solar e reaplicados a cada duas horas ou após atividades que envolvam suor ou contato com água, como nadar. Estas precauções se tornam essenciais para garantir a saúde e bem-estar durante a temporada de calor intenso.


