O maior hospital de Gaza, Al-Shifa, enfrenta uma crise humanitária, ficando sem eletricidade após ser bombardeado repetidamente nas últimas 24 horas, alertou a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) neste sábado.
A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatou a perda de contato com um cirurgião no hospital al-Quds, enquanto surgem relatos de que outros centros médicos, incluindo o hospital Al Rantisi, estão cercados por tanques israelenses.
O Al-Shifa perdeu a energia elétrica na sexta-feira, mas apesar dos ataques regulares e da escassez, continua operacional. O Ministério da Saúde de Gaza, sob controle do Hamas, anunciou neste sábado a suspensão das operações no Al-Shifa por falta de combustível, resultando na morte de um recém-nascido em uma incubadora, onde havia 45 bebês.
O Exército de Israel confirmou combates intensos perto do Al-Shifa, alegando que o Hamas usa hospitais como centros de comando, justificando a necessidade de evacuação.
O MSF denuncia que o bombardeio incessante impede a evacuação de pacientes e funcionários, testemunhando pessoas sendo baleadas enquanto tentavam fugir. O cirurgião do MSF no Al-Shifa, Mohammed Obeid, destaca a dificuldade em movimentar pacientes operados: "Eles não podem evacuar; precisamos de ambulâncias, mas não temos meios para remover todos esses pacientes". A situação intensifica a crise humanitária na região, com consequências devastadoras para a população civil.

