A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a circulação de lotes falsificados de dois medicamentos, o Tysabri, utilizado no tratamento da esclerose múltipla, e o Ozempic, indicado para pacientes com diabetes tipo 2. Os lotes falsos apresentam características divergentes em relação aos produtos originais, incluindo erros de ortografia no endereço da empresa responsável pela importação e distribuição, diferenças na cor das embalagens, formatação das letras e a ausência da inscrição em braille.
A empresa Biogen Brasil, que detém o registro do Tysabri, esclareceu que o lote FF00336, com validade até 01/2026, foi produzido apenas para fins institucionais e não comerciais. No caso do Ozempic, a farmacêutica Novo Nordisk não reconhece o lote LP6F832, com validade até 11/2025, como original e o considera uma falsificação. Em junho, a Anvisa já havia alertado sobre unidades falsificadas do Ozempic.
A resolução determinando a apreensão e proibição da comercialização, distribuição e uso dos medicamentos falsificados foi publicada no Diário Oficial da União. A Anvisa orienta que qualquer pessoa que identificar unidades suspeitas de falsificação entre em contato com as empresas detentoras do registro dos produtos para verificar sua autenticidade e nunca utilize a medicação. Além disso, é recomendado comunicar o fato à Anvisa por meio do sistema Notivisa (para profissionais de saúde) ou da Ouvidoria, utilizando a plataforma FalaBR (para pacientes).
A agência alerta ainda para que os consumidores evitem comprar medicamentos em sites e canais não licenciados pela Anvisa e que desconfiem de informações em outros idiomas ou dados discrepantes dos encontrados na embalagem. É essencial verificar se o valor do medicamento está de acordo com a lista de preços da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que é divulgada no site da Anvisa e atualizada mensalmente.

