O Exército Brasileiro assumiu um papel fundamental na segurança das extensas áreas de fronteira seca que o Brasil compartilha com países vizinhos. Uma das áreas mais críticas é a faixa de quase 600 quilômetros de fronteira com o Paraguai, que desempenha um papel crucial no tráfico de drogas e armas para dentro do Brasil. O anúncio foi feito pelo governo federal nesta quarta -feira (1).
O Exército trabalhará em colaboração com outras agências de segurança, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, em uma estratégia que visa enfrentar o tráfico de drogas e armas que frequentemente cruza a fronteira, alimentando as facções criminosas no Brasil. A operação seguirá o modelo da Operação Ágata, mas será intensificada, prevista para se estender até maio de 2024.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, destacou a importância da atuação da 4ª Brigada do Exército em Dourados, no estado de Mato Grosso do Sul. Ele enfatizou que, do ponto de vista jurídico, não será necessária a decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para as operações nas fronteiras, uma vez que as Forças Armadas já colaboram com a Polícia Federal nesse esforço conjunto.
O plano inclui a criação de um comitê de acompanhamento que reunirá as Forças Armadas e as Polícias Federais, operando sob a coordenação dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Defesa. Juntos, eles apresentarão um plano abrangente de modernização tecnológica para melhorar a atuação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal Federal, Exército, Marinha e Aeronáutica em portos, aeroportos e fronteiras.
Com essa iniciativa, o Exército Brasileiro reforça sua presença e compromisso na proteção das fronteiras do Brasil, desempenhando um papel crucial na manutenção da segurança e no combate ao crime organizado que opera ao longo dessas extensas áreas de fronteira.

